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“Quase oliva speciosa in campis”

Origens do município

A história da cidade de Oliveira começa por volta da metade do século XVIII, quando viajantes portugueses pousavam nessas terras nas longas caminhadas rumo a Goiás, via Picada de Goiás, ou Caminho de Goiás. Do pequeno povoado surgiu a cidade, que na época do Império do Brasil tinha muita importância política e hegemonia regional.
Há relatos que um surto de doenças na região de Mariana também tenha provocado um grande deslocamento de pessoas para a cidade. O arraial de Oliveira pertencia à Vila de São José do Rio das Mortes, a atual Tiradentes (Minas Gerais), e já possuía uma capela em 1758. O arraial foi elevado à condição de freguesia em 14 de julho de 1832, elevada à condição de Vila, em 16 de março de 1839 pela lei provincial nº 134. Foi elevada à categoria de cidade em 19 de setembro de 1861. 
Diferentemente de suas circunvizinhas, como Ouro Preto e São João Del Rei, seu aparecimento não se deu pela procura de ouro e diamante, e sim pelo desenvolvimento da pecuária e agricultura, iniciada pelos primeiros bandeirantes que começaram a se deslocar de São Paulo para o interior de Minas Gerais. Do início do povoado até a sua elevação à categoria de cidade, o município sempre se destacou como um ponto estratégico de troca de mercadorias e movimentação de capital por parte dos viajantes que por ali passavam, o que fez com que em pouco tempo o lugar tivesse rápido crescimento. 
Com o fim da escravidão no Brasil e o incentivo do governo para a imigração, vieram para a cidade muitos colonos sírio-libaneses, que mais tarde dominaram o comércio. Além desses, a cidade tem uma forte influência portuguesa, principalmente na arquitetura, e italiana.
Existem duas versões quanto à origem do nome de Oliveira. Há relatos de que os primitivos habitantes da região encontraram nessas paragens, na época do desbravamento do oeste, algumas árvores frutíferas produtoras da azeitona, levando-os a denominar o local de "Oliveiras", nome que, posteriormente, acabou simplificado para Oliveira. Porém, existiu também, na distante segunda metade do século XVIII, uma senhora de origem portuguesa, chamada de Dona Maria de Oliveira, que morava, na época da passagem das primeiras levas de desbravadores, rumo a Goiás, numa casa situada no local onde hoje se impõe a cidade. Assim ela teria dado nome ao lugar.
A cidade ficou mundialmente conhecida a partir do início do século XX, por ser a terra natal do cientista Carlos Chagas, descobridor do agente causador da Doença de Chagas, além de pioneiro nas pesquisas relacionadas à moléstias ligadas a protozoários, e indicado ao Prêmio Nobel no início do século XX.

História de Oliveira

Luiz Gonzaga da Fonseca
Digitalização da edição de 1961

Notas de Oliveira

Francisco de Paula Leite e Oiticica
Digitalização do documento de 1882

Dados do Município

Localização

Latitude - 20º41’45’’ Sul. Longitude 44º49’ 37’’ Oeste. Centro-Oeste de Minas Gerais, região do Alto São Francisco. Área territorial - 944 quilômetros quadrados. Altitudes - De 810 a 1.340 metros, com média de 982 metros.

Limites

Carmo da Mata, Carmópolis de Minas, Passa Tempo, São Tiago, Bom sucesso, Santo Antônio do Amparo, São Francisco de Paula e Resende Costa.

41.987 habitantes - Censo de 2021

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - 0,699

Escolas

Escola Estadual Francisco Fernandes

Rua Carlos Chagas, 143 - Centro, Escola do Ensino Fundamental I.

Escola Estadual Professor Pinheiro Campos

R. dos Passos, 13 - Centro, Escola de Ensino Médio

Escola Estadual Desembargador Continentino

Rua Francisco Cambraia Campos, 622 - Centro, Escola do Ensino Fundamental I.

Escola Estadual Mário Campos e Silva

Escola Estadual Doutor José Maria Lobato

 Rua Oswaldo Cruz, 289 - São Sebastião, Escola do Ensino Fundamental II.

Av. Maracanã, 779 - CENTRO, Escola do Ensino Fundamental II.

Vias de Acesso

BR-381 (Fernão Dias) – BR-494 – BR-369 Estrada de Ferro Centro-Atlântica Aeródromo público homologado pela ANAC – Pista de 1.180 metros, asfaltada – balizamento noturno – terminal de passageiros.

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População

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Escola Estadual Cristo Redentor

R. Marília, 445 - Rosário, Escola de Ensino Infantil

Escola Estadual São João Batista

R. José Silveira, 169, Morro do Ferro - Escola de Ensino Fundamental I e II.

Escola Estadual Margarida Silva Santos

R. João Francisco, 280 - Cintia, Escola de Ensino Fundamental I

Escola Municipal Gabriel Passos

R. Abílio Machado, 835 - Caetano Mascarenhas, Escola de Ensino Infantil

Escola Municipal Carlos Pinheiro Chagas

Alameda Nossa Sra. de Fátima, 43 - Centro, Escola de Ensino Fundamental I

Escola Municipal Djalma Pinheiro Chagas

Avenida Monsenhor Leão - Aparecida, Escola de Ensino Infantil

Creche Dona Lora

R. Tupis, 505 - Dom Bosco, Ensino Infantil (Creche)

Escola Municipal Dep. José Aldo dos Santos

 R. Vitória Simão Francisco - Elias Raimundo, Ensino Fundamental I

Centro Municipal de Apoio a Educação Inclusiva

Avenida Miguel Resende - Aldeia São Vicente

Cemei Arco Íris

Alameda Nossa Sra. de Fátima, 1578 - Cabrais, Ensino Infantil

Creche Pé de Manaca

Rua Oswaldo Cruz, 339 - São Sebastião - Ensino Infatil

Referências Urbanas

Avenida Pinheiro Chagas

Praça Mãe dos Homens

Este é o ponto inicial de Oliveira. Ali, teve origem o povoamento, bem às margens da Picada de Goiás. Nela, foi erguido o primeiro templo local, em homenagem a Nossa Senhora Mãe dos Homens. Atualmente, no centro dessa praça, existe uma imagem em homenagem a Senhora Mãe dos Homens.

Rua Doutor Coelho Moura

Famoso ponto de encontro dos Oliveirenses, essa rua era a principal via comercial de Oliveira até a década de 60. É nela que se concentram os munícipes e visitantes para as folias do carnaval. Uma curiosidade desta via está situada mais precisamente na esquina com a Praça José Ribeiro Silva: trata-se de um antigo poste de iluminação pública que foi preservado e ainda possui um sistema de roldana através do qual o acendedor subia e descia o lampião.

Praça Manuelita Chagas

Seu antigo nome foi Praça do Cruzeiro. Ela já foi um importante espaço para a cidade, pois era ali que ficava a Estação Ferroviária, o que acabou gerando uma concentração de casas comerciais. Nela, estão o Palácio Episcopal e o Hospital São Judas Tadeu, construído no lugar da antiga Estação. A praça também já foi o ponto preferido por políticos para a realização de comícios. O nome atual é uma homenagem à educadora Manuelita da Costa Chagas, fundadora da Escola Normal de Oliveira.

Pontos Turísticos

Casa da Cultura

Logo no início dessa movimentada avenida, o visitante já se depara com os importantes casarões de Oliveira, datados do princípio do século XX. A Pinheiro Chagas é uma das avenidas mais importantes da cidade, tanto que, em 1999, ganhou um projeto paisagístico que lhe deu vida nova.

Esta bela e imponente construção teve seu início em 1884 para ser residência da família do Coronel Teodoro Ribeiro de Oliveira e Silva. Em 1913, o imóvel foi vendido para o Estado que, alí, instalou o Primeiro Passo Judiciário de Oliveira. Até 1977, foi sede do Fórum. Pelo Decreto-lei nº 19.112, de 28 de março de 1978, a casa foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico – IEPHA. Hoje, a casa abriga também o Arquivo Público e o Memorial Carlos Chagas e possui uma ativa vida cultural. Nela, acontecem exposições de arte, aulas de pintura, apresentações teatrais e outros eventos culturais.

Conjunto Paisagístico da Praça da Praça XV Novembro

Seja religioso, profano ou civil, a Praça VX de Novembro é o espaço dos eventos e a grande referência de Oliveira. Como em todas as cidades que surgiram dos pequenos povoados, as transformações urbanas foram inevitáveis ao longo do tempo. Além do testemunho arquitetônico da Matriz setecentista, a praça conta com vários exemplos da arquitetura civil colonial e do ecletismo do final do século XIX e princípio do século XX. O prédio que abriga a atual Casa da Cultura, ali situado, foi o grande destaque nesse período. No passado, esta praça era conhecida como Largo da Matriz, justamente por abrigar o principal templo da cidade. Ela já abrigou inclusive o cemitério de Oliveira. Até a segunda metade do século XIX, os sepultamentos eram realizados no interior das igrejas. Mas, a partir dessa época, a Saúde Pública proibiu esta prática no interior dos templos e a solução foi criação dos cemitérios ao lado das igrejas. Só após a Proclamação da República foram organizados no Brasil os cemitérios municipais. Hoje, é na Praça XV que pulsa a vida comercial e financeira da cidade.

Monumento ao Cristo Redentor

Este monumento inaugurado em 1996 é uma referência para a cidade de Oliveira. Instalado em um local estratégico, a 700 metros de altitude, pode ser visto de todos os pontos da cidade, inclusive à noite, devido a sua boa iluminação. Dele, têm-se a melhor vista da cidade. O local onde está instalado é conhecido como Morro do Cristo.

Pedra Balão

É uma pedra de formas redondas, que lembra um balão, sustentada por outras de porte bem menor. Esta interessante formação que mede cerca de 4,5 metros de altura está localizada na Fazenda do Sr. Geraldo Machado, a 6 km do centro de Oliveira.

Monumento aos Pracinhas

Este monumento de 1968 é uma homenagem ao pracinha Omar Bento do Nascimento, morto em campo de batalha, e a todos os que lutaram na Segunda Grande Guerra. Localização: Praça Pio XII, s/nº. Centro

Parque Municipal João Reis - Capão

Este monumento de 1968 é uma homenagem ao pracinha Omar Bento do Nascimento, morto em campo de batalha, e a todos os que lutaram na Segunda Grande Guerra. Localização: Praça Pio XII, s/nº. Centro

Festividades

Festa do Rosário (Congado)

Evento de origem africana realizado por afrodescendentes sempre no início de setembro. Reúne cerca de 15 ternos de várias modalidades, entre eles moçambiques, catupés e vilões. A festa é anunciada pelo “Boi do Rosário” no sábado e se prolonga por toda a semana, terminando com o descimento dos mastros no domingo seguinte. Por seu tamanho, originalidade, tradição e capacidade de mobilização social, é considerado como uma das mais significativas expressões congadeiras de Minas Gerais.

Carnaval

Com duração de uma semana, é um dos mais tradicionais e famosos de Minas, tendo como símbolos as fantasias de cai-nágua, gatinhas e o Bloco do Pelo Amooor de Deus. Muito apreciado por turistas, que lotam a cidade para participar da folia.

Evento popular de música sertaneja, que ocorre anualmente entre julho e setembro, com presença de cantores famosos e grande fluxo de público e o bom e velho rodeio.

Expo Oliveira